Saber viver sem máscaras. Ser o que realmente se é. Desprezar a falsidade. Dizer a verdade. Viver fidelidade. Ser realidade. Quando mais o tempo passa, menos pessoas são assim, autênticas. Vender a verdade parece moda. Cresce a injustiça e com ela a incredulidade. A esperança desaparece, chega o choro e o luto. O mundo clama por justiça. Ou seria por pessoas justas? Autênticas. Ser autêntico é ser verdadeiro antes de tudo consigo. É ter a capacidade de se auto analisar, corrigi-se, encarar-se, ser justo consigo mesmo e transcender a justiça que há em si.
Ainda que eu
falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o
metal que soa ou como o sino que tine.
E
ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a
ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os
montes, e não tivesse amor, nada seria.
E
ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda
que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me
aproveitaria.
O amor
é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade,
não se ensoberbece.
Não se
porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita
mal;
Não
folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo
sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor
nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas,
cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque,
em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas,
quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando
eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino,
mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque
agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço
em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora,
pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o
amor.